Nova Agenda Urbana reforça compromisso sustentável até 2036

17/07/2026

Num momento em que a crise habitacional afeta 3 bilhões de pessoas, a revisão da Nova Agenda Urbana da ONU reafirma o papel do urbanismo no planeamento sustentável das cidades; assimetrias e desigualdades persistem na implementação da agenda nos países menos desenvolvidos.

Nos dias 16 e 17 de julho, a sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, acolhe a reunião de alto nível sobre a revisão da Nova Agenda Urbana.

Adotada na Conferência Habitat III em 2016, a agenda estabelece uma visão partilhada para cidades e assentamentos humanos sustentáveis, reconhecendo o potencial do planeamento urbano como motor do desenvolvimento.

Crise habitacional afeta bilhões de pessoas

A reunião ocorre num momento crítico. O mundo enfrenta uma crise global de habitação que afeta mais de 3 bilhões de pessoas, incluindo mais de 1,1 bilhões que vivem em favelas e assentamentos informais.

O relatório quadrienal de 2026 do secretário-geral sobre a implementação da agenda destaca os progressos alcançados nos últimos dez anos, como a expansão do acesso ao transporte e aos serviços básicos e a crescente integração das prioridades urbanas nas políticas climáticas.

No entanto, a implementação tem sido desigual e insuficiente. O documento refere que "o acesso a transportes coletivos mantém-se em apenas 37% nos países menos desenvolvidos, onde a carência de financiamento e de capacidades limita o planeamento urbano sustentável".

Com base nestas conclusões, o relatório recomenda ações-chave para acelerar a implementação da Nova Agenda Urbana. É o caso da adoção de políticas habitacionais que priorizem grupos de baixo rendimento e respostas coordenadas para apoiar pessoas em sem abrigo.

Compromissos reafirmados

Ao longo dos dois dias de reunião, chefes de Estado e de Governo, ministros e outros representantes de alto nível irão avaliar os progressos, identificar os desafios remanescentes e definir prioridades para a segunda metade da implementação da agenda.

A revisão baseia-se em relatórios nacionais de progresso, contributos do sistema das Nações Unidas e num amplo processo consultivo envolvendo Estados-membros e um vasto leque de parceiros e partes interessadas.

A conclusão da reunião será marcada pela adoção de uma declaração política, reafirmando o compromisso global com a implementação da Nova Agenda Urbana até 2036 e o seu alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODS.

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